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Tintas Ecológicas – Porque usar e quais os tipos ?

Tintas Ecológicas conheça as vantagensO que são tintas ecológicas ?

Tintas ecológicas são formuladas com matérias-primas naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados de petróleo. Existem normais internacionais para pinturas ecológicas que determinam, por exemplo, que a quantidade de compostos orgânicos voláteis (COVs), que são substâncias derivadas do petróleo, não exceda 0,1% do volume total.

Quais os tipos de tintas ecológicas existentes ?

As tintas ecológicas podem ser de três tipos:

  • minerais
  • vegetais
  • insumos animais (como a caseína, que é um ligante extraído do leite da vaca).

Para ser classificada como tintas ecológicas, deve ter seu ciclo de vida avaliado, incluindo dispêndio energético, uso, consumo de água, efluentes gerados, embalagens, descarte e reciclagem de materiais e insumos. A quantidade de solventes e produtos de limpeza que se gastam dentro da fábrica para limpar os próprios recipientes em que se produzem as tintas é levado em conta para se certificar uma tinta como ecológica. E, a rigor, hoje se sabe que só existe um solvente de tipo ecológico: a água.

Pode dar um exemplo de uma pintura mais natural ao alcance de todos ?

Uma pintura a cal é um exemplo. Ela é praticamente natural, pois só teve a ação do fogo modificando a rocha original (carbonato de cálcio que, após ser queimado à temperatura de 1.200º C, torna-se óxido de cálcio. Depois, pela ação da água, transforma-se em hidróxido de cálcio e gradativamente volta à condição original da rocha). A cal é uma das mais antigas pinturas conhecidas na humanidade. É naturalmente fungicida, sem algicidas ou insumos tóxicos biocidas, e permite a difusão do vapor d’água (ou ‘respiração’) da parede. Ocorre que, por ser originariamente barata e de fácil aplicação, ela teve sua imagem literalmente destruída pelo mercado ávido em impingir produtos de tecnologia mais cara. Realmente, ela tem seus problemas – baixa viscosidade, portanto, escorre e respinga durante a aplicação, apresenta aspecto de “manchado” em dias de chuva, etc. Mas isso pode ser facilmente corrigido tanto em processos artesanais como industriais, sem anular a qualidade ambiental do produto.

Produtos à base de água são ecológicos?

Na maior parte das vezes, não. São apenas produtos sintéticos solúveis em água, o que é bem melhor do que ser à base de solvente. Muitas empresas aproveitam-se por terem um produto à base de água para caracterizá-lo como ecológico. No entanto, nestes produtos à base de água podem ser encontradas substâncias químicas como benzeno, tolueno, xileno, etanol, metanol, octano, decano, undecano, éteres de glicol, policlorobifenil, dibutil fltalato, octoato de chumbo, dentre outros. No Brasil, as pinturas à base de água (acrílicas, etc.), contêm em torno de 2% de compostos voláteis. As normas para tintas ecológicas com selo verde na Europa especificam teores de 0,1%. É certo que uma pintura à base de água sempre será menos tóxica do que uma à base de solventes. Mas nem por isso ela é ecológica.

O que são pinturas minerais?

São pinturas feitas a partir de rochas minerais naturais finamente moídas (micronizadas) e transformadas por calcinação (queima).

Existem dois tipos delas: à base de silicato de potássio e à base de cal.

Sua aderência à parede ocorre pelo processo de cimentação e pela formação de cristais em contato com a superfície aplicada. Elas não são plastificantes. Por isso, é absurdo desejar que uma pintura de tipo mineral forme uma película como numa pintura plastificante, caso das tintas acrílicas, látex e PVA. Estas tintas são as melhores quanto à saúde do morador e das habitações, pois permitem que ocorra a difusão do vapor d’água (que a parede respire) e, como são alcalinas, não permitem que fungos e microrganismos se instalem na casa. Além disso, dão vida às edificações, ao contrário das tintas sintéticas (PVAs, acrílicas, etc.), que não são mais do que plásticos.

“É importante salientar, contudo, que uma parede selada com massa corrida não irá voltar a respirar com uma pintura mineral”.

E como fazer para ter uma parede que respira?

Primeiro, precisamos entender o que é “uma parede que respira”. Trata-se de uma superfície que tem um bom coeficiente de difusão ao vapor d’água. Uma parede com massa corrida PVA não tem isso. Ela está selada. Portanto, a solução é começar da base: identificar um bom material de fechamento de parede (blocos, tijolos, etc.), até usar rebocos com argamassas respirantes. Um exemplo clássico de argamassa respirante, que o mercado está tratando de eliminar em nome de um suposto “melhor acabamento” e maior praticidade na aplicação, é a massa fina à base de cal.

Em que tipo de superfície devemos aplicar tintas ecológicas minerais?

As tintas a silicato podem ser aplicadas em paredes com massa corrida comum. Mas por uma questão de coerência ambiental, ou seja, com o objetivo de se criar um ambiente saudável, o melhor é aplicar uma massa corrida da mesma origem da tinta, que pode ser à base de silicato ou cal. Também podem-se aplicar tintas minerais em paredes de cimento desempenado, com massa fina aplicada ou em paredes de terra, de tijolinho comum ou à vista ou solo-cimento. A massa fina é uma ótima opção e pode ser comprada pronta ou pode ser feita na obra, com cal e areia fina.

Quanto aos produtos convencionais de mercado, quais as opções menos agressivas à saúde humana e ao meio ambiente?

No caso de não haver tintas ecológicas 100%, a opção deve ser por produtos à base de água. É sempre melhor (ou menos pior) usar um produto à base de água do que um produto à base de solventes aromáticos. E isso vale não só para tintas, mas para resinas, colas, impermeabilizantes, epóxis e todos os tipos de revestimentos.

Para maiores informações sobre tintas ecológicas o IDHEA Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica conta com uma linha de ecoprodutos.

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    15/12/2017